Sepulcral era o silêncio que dizimava palavras em sua boca, horas depois exumadas em murmúrios desapercebidos que voavam invisivelmente como pó no vento do profundo esquecimento. Sua existência não era desapercebida, porém, também não lembrada. Como uma estátua em decadência à ser tombada pelas drogas; rebeldes dominantes, o laçavam para lançar seus pedaços ao chão, como escravagistas da pobreza natural de cada migalha do seu corpo. Há tempos enxergava ele, em cada placa, em cada letreiro, em cada muro, em cada pixação, em cada poça d'água, em cada nuvem, em cada olhar, em cada movimento, um subliminar umbroso que o guiava ao padecimento sequioso de sua entidade e à penúria do cônscio deslembrado. Sinais os seus, tão evidentes para o mundo quanto era evidente o íntimo dos símbolos à penumbra de sua própria visão. O que nos atava, além do nó de duas marionetes entrelaçadas pelo vício, era o halo do exílio da associação invasiva que a obrigatoriedade das funções sociais exigiam. Ér...